País
Cirurgias cardíacas. ERS abre inquérito sobre constrangimentos
A confirmação foi obtida na sequência de uma investigação em que a RTP denunciou as mortes de dez doentes em lista de espera para cirurgia no norte do país.
A Entidade Reguladora da Saúde vai abrir um inquérito para averiguar os constrangimentos no acesso a cirurgia cardíaca no Serviço Nacional de Saúde.
Na terça-feira, o Governo admitiu abrir novos centros para reduzir essas listas, mas deixou claro que a última palavra é dos peritos.De Évora saiu um aviso: não está a ser paga a resposta que o hospital está a dar a doentes de várias regiões do país.
Na terça-feira, o Governo admitiu abrir novos centros para reduzir essas listas, mas deixou claro que a última palavra é dos peritos.De Évora saiu um aviso: não está a ser paga a resposta que o hospital está a dar a doentes de várias regiões do país.
Guimarães já enviou mais de dez doentes muito urgentes sem resposta na região para Évora, que fez 100 cirurgias cardíacas e mais de 500 válvulas desde 2021.
Jornal da Tarde | 25 de fevereiro de 2026
Segundo a ministra da Saúde, 36 por cento dos doentes cardíacos são operados fora do tempo legal. A consequência pode ser a morte ou efeitos graves para o resto da vida.
No domingo, a Direção-Geral da Saúde avançou que estava a par dos casos de mortalidade em excesso por espera prolongada para cirurgia cardíaca, mas afirmou não ter competência para abrir inquéritos.
A estrutura garantiu que elaborou um parecer a sugerir o aumento da capacidade de resposta, documento que foi remetido ao Hospital de Santo António, no Porto, e ao Ministério da Saúde.